O novo (e excelente) 'Pânico' esta de volta, e dá o recado: o fã precisa acabar.




"Pânico", quinto episódio da série lançada há um quarto de século, é exatamente o que parece ser. O novo filme é, ao mesmo tempo, uma sequência e um reboot, um recomeço que usa um elenco novinho em folha, a maioria despontando daqui para o anonimato, apoiados pelos veteranos que garantem a conexão com o "legado"


É bom para atrair novos fãs, é ok para não desagradar os mais antigos, é menos um filme e mais uma experiência em metalinguagem que por pouco não perde a mão na linha que separa ficção - os filmes anteriores em si - e realidade, que é a própria existência de "Pânico" como série. Além de tudo, é um filme que sabe exatamente que é tudo isso. E talvez por isso seja um produto tão saboroso.


O primeiro "Pânico", de 1996, é criação do roteirista Kevin Williamson, fruto de uma década definida por arte pop auto referencial, com influência pesada do "Pulp Fiction" de Tarantino e seus diálogos afiados que não pareciam proferidos por seres humanos. Foi o diretor Wes Craven, porém, que alinhavou os pontos e entendeu que o terror, para seguir relevante, tinha de se levar menos a sério.


Ele conduziu então uma imensa experiência em metalinguagem, em que os personagens, perseguidos por um serial killer misterioso, citavam filmes de terror populares como "regras" para sobreviver ao massacre do qual eles próprios eram alvos. Funcionou, e "Pânico" tornou-se o pilar para uma nova geração de produtos do gêneros que buscavam, em vão, repetir a mesma fórmula.


Confira o treiler do filme:


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